|
Editorial |
||
|
PROFESSOR LEITOR, eis a base |
||
|
Ezequiel Theodoro da Silva |
||
|
|
|
Ainda que esse fenômeno se refira aos professores alfabetizadores, acreditamos que ele possa ser generalizado ao ensino da leitura como um todo: das séries iniciais até à universidade. Quando o professor possui uma repertório amplo de leitura, quando ele demonstra paixão pelos textos, quando tem substância literária para concretamente partilhar com seus alunos, o resultado do seu ensino será certamente significativo, correspondendo aos parâmetros de qualidade. Ocorre que durante a sua trajetória de formação na universidade, os professores parecem ler cada vez menos, sendo geralmente alimentados por retalhos de textos xerocados e/ou então por uma avalanche de textos impossíveis de ler no tempo disponível para os seus estudos. Alguns estudos mostram que a sala de xerox é muito mais visitada pelos estudantes do que as bibliotecas. A formação à distância, que virou moda na esfera do magistério, não contribui muito para uma mudança de cenário. Muitos dos cursos, informam os textos na formam de links para retorno à Internet, não propiciando, por exemplo, a leitura de textos mais longos ou de textos literários. São doses bem calculadas de leitura, geralmente tomadas às carreiras, sem espaço de discussão e aprofundamento. Quer queira quer não o professor é um modelo, um espelho de comportamento e atitudes para os seus alunos. Essa verdade nos faz ver a importância e a significação do "ser leitura" para projetar uma imagem durante o ensino-aprendizagem. Acreditamos que um professor com um rico repertório de leitura, além de ter visitado diferentes gentes e contextos (pelos livros), será capaz de atuar como um informante privilegiado de leitura e assim obter bons resultados junto aos seus alunos - isto porque saberá compartilhar aquilo que leu, será humilde frente tudo aquilo que ainda existe para ler e demonstrará o devido manejo no momento de planejar as suas unidades de leitura para classes específicas. |